Mas afinal, o que é Metal Duro?

Mas afinal, o que é Metal Duro?

Mas afinal, o que é Metal Duro?



A pergunta pode parecer estranha, mas não é tão absurda quanto parece. Muitos profissionais que trabalham com metal duro não sabem realmente o que é “metal duro”.  Então explicaremos quais são os segredos e a definição deste material que é cada vez mais utilizado pelo setor metal-mecânico.


Nos primeiros anos do século 20, foi descoberto que a capacidade das máquinas em usinar aço em alta velocidade ocorria em razão da presença de partículas de carboneto – carbonetos de tungstênio – na matriz metálica. O próximo passo, obviamente, foi tentar produzir ferramentas cortantes de puro carboneto de tungstênio. A meta foi atingida com considerável dificuldade, devido à alta temperatura que era necessária (2000°C), resultando em ferramentas muito frágeis para uso nas indústrias.


Esse problema foi resolvido pelo alemão Karl Schröter que, na verdade, não tinha qualquer interesse em ferramentas de corte. Ele descobriu que se o carboneto de tungstênio fosse misturado com 10% de metais como ferro, níquel e cobalto, compactados, podia ser sinterizado a 1500°C, com fase líquida, resultando em um produto duro, tenaz e de baixa porosidade.


Metais duros sinterizados para ferramentas de corte, foram introduzidos pela empresa alemã Fried Krupp em 1927, sob o nome “Widia” (de Wie Diamant, do alemão, como diamante, fazendo a analogia às propriedades de dureza e resistência ao desgaste do diamante), bastante usado até hoje. No entanto, só após o fim da guerra essa tecnologia foi difundida para outros países, mas mesmo assim a Alemanha desfrutou de certa vantagem sobre eles, principalmente do ponto de vista metalúrgico.


Com o passar do tempo, melhoras significativas foram realizadas no processamento do pó e a qualidade média da produção foi beneficiada. Dentre os avanços mais importantes está o uso do “microgrão”, agora chamado “nano” carbonetos que conseguiram aliar força com dureza e resistência ao desgaste.


As ferramentas de metal duro revolucionaram a indústria. Hoje existem outras aplicações não convencionais para os metais duros. Grande parte da população, tanto de adultos quanto de crianças, utilizam cotidianamente, mesmo sem saber, uma pequena quantidade de carboneto sinterizado, já que esferas de carboneto são usadas aos milhões para produzir a ponta de uma caneta esferográfica.


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